sábado, 3 de janeiro de 2009

Carta...

Uma carta que , como tantas outras, não terminei...

... Bem, já deveria ter começado a escrever isto a mais de uma semana, do contrário fiquei tentando esquecer das coisas que sentira. Também tentei fugir das teclas ou de documentos virtuais, sabe, estes em que você expõe com furor o que se passa em seu coração e, quando não têm mais ar nem agilidade para digitar, deleta... Com um simples toque naquele botão, se destrói tudo que se sentira durante alguns momentos, momentos preciosos que não mais retornarão.
Talvez por este , e outros motivos, eu prefira a tinta sobre o papel, é uma tatooagem, não sairá mais daqui, mesmo que eu o rasgue, o amasse, o lance ao lixeiro, como já fiz, ainda estará aqui. Também não leio, caso contrário não exitaria em desfiá-lo fibra por fibra pra que não mais reste tinta ou papel...
Estava também pensando, enquanto terminava o outro parágrafo, porque estou a usr minha melhor caneta, mesmo sabendo que quase ninguém entende o que escrevo e também, nesta tinta, neste momento,logo se acabaria minha agilidade, minha tristeza e minha coragem... E também possa isto ir ao lixo como tantas outras, ou mesmo depois de tantos arranhões, passar em branco frente aos teus olhos, ou pior, ser apenas branco ao teu coração...
Mas para que teria sido feita minha caneta senão para isto, cortar com furor uma certa carne branca e nela deixar seu sangue,sua marca, seu cheiro, sua vida... Para simplesmente exprimir sem conciência o que sentira quem a manuseia, como um coração qualquer, destes que têm aos montes por aí, que marcam suas carnes, desgastando suas vidas para exporem, exprimirem, imprimirem, viverem algo que alguém quiz viver, ou sentir ou ser... Ser, de toda alma e todo o coração, ser apenas ser-humano, e eu insana comparo a razão de uma existência grandiosa, viva, milagrosa, talvez até inteligente...! Com minha caneta nova...
Ora, porque não?! E porque não ser grandioso, quem disse que deveria ser simples, quem disse que deveria ser pouco, ou pequeno ou insignificante?!
Porque eu não posso atribuir um grande valor a um feito meu, um simples sentimento meu... Ou a minha caneta ou ao que fizemos juntos, porque não acreditar que isto é maravilhosamente magnífico e lhe dar valor miraculoso, se algum dia alguém o fez para com a humanidade ? E quem diz que é ... ( a terminar ...)

domingo, 8 de junho de 2008

Poesia: Lobos...

Lobos em meu sangue
Rastejam, dolorem, corroem...
Lobos em meu sangue
Vacilam meus instantes
Queimam minha carne
Fraquejam em meu ser

Lobos em meu sangue
Pertubam asw madrugadas
Daqueles que sonham
Daqueles que voam..

Lobos em meu sangue....

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Dibujo:02


dibujo: Marlon de Gregori


Dibujo:04


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dibujo 06


Dibujo 07


Dibujo08


Dibujo 09


Dibujo: Marlon de Gregori


Pies


Música : Se eu morrer antes de você ...

Parecemos tão fortes;
Somos como cristais,
Nos quebramos tão fácil como o vento vai e não volta atraz;
Mais confusos que o tempo , e mais leves que o ar ...
A vida é só um segundo triste, felicidade existe quando se aprende a sonhar...

Se eu morrer antes de você
Não vá chorar, não vá sofrer
Se lembre de tudo que vivi aqui
De tudo que fiz e o que fui por você...
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Poesia: Cordeiro...

Te vi...Te supuz, como anjo caído
Doído talvez por algo que sentias
Mas quem sabe somente era eu quem via
Em pranto tua dor
Que em mim doloria
Sofri ao quedar-me
Em tua frente perdido
Em teus olhos de céu
Em teu amor corrompido
Sangrando em mágoas
Sem culpas, que tinha
Perdeu suas asas
De alma vazia...
De mente e carne
Que não possuia
Pra não compreender
Por que se sentia
Porque não chover
Se assim te doía
E amar não poder
Se alma queria...

Poesia: Insônia

Nada me perguntes pois, se tiver que responder-te não terei explicação...
Teria dormido...


Mais um tempo, mai s um pouco
Quatro horas, quatro toques
Neste quarto não me toques
Sem saber o que dizer
Se o meu sonho adormecer
Neste dia infinito
Onde tremo a cada instante
Em seu corpo eu limito
Passos dados dentre infantes
Sob retas e raízes
E na soma de teus sinais
Me perco, me hipnotizo
Na hipotenuza de seu sorrizo
Que um espaço temporal
Faz questão de degradar
Corromper e dividir
Num binômio diferente
Da potência inesistente
Do amor do teu olhar
E um poder multiplicar
Cada reta que se siga
Dos teus passos sobrepostos
Nas tangentes dos espaços
Que fiz questão de quebrar
Circulando entre redes
Sobre ondas magnéticas
Quase que pairei no ar
Contudo não poder acordar
Desta cela que criei
E na escuridão viagei
Sem cerrar minhas janelas
Latentes de um desejo
Para que pudesses entrar...

Cáren Brum- 12.03.08/4h55min..

Poesia: Me mandaram fazer um pedido, eu fiz. . .

Hoje eu quero...

Quero a presença de um amor de verdade...

Quero um abraço duradouro e sincero da brisa de um rochedo...

Quero poder beijar o céu sem culpa e sem perder as asas...

Quero viver para vêr-te voar feliz mesmo que para outros orizontes...

Quero ainda ter forças para dar-te as mãos, quando não mais tiver alma para pintar-te...

Quero ser humano, antes que o tempo tome a minha carne e me mostre que sou um simples mortal...

Quero poder respirar além do tempo que tenho...

Quero poder não chorar ao ver-me partindo...

Quero viver-te verdadeiramente antes de perder-me, mesmo que por poucos minutos, mesmo que só por momentos...

Quero, e como quero, dizer-te algo que não sei cantar, que temo escrever e me esforço a rabiscar...

Quero ser por um momento a luz de um sorriso seu ou o brilho do teu olhar...