quarta-feira, 16 de abril de 2008

Poesia: Insônia

Nada me perguntes pois, se tiver que responder-te não terei explicação...
Teria dormido...


Mais um tempo, mai s um pouco
Quatro horas, quatro toques
Neste quarto não me toques
Sem saber o que dizer
Se o meu sonho adormecer
Neste dia infinito
Onde tremo a cada instante
Em seu corpo eu limito
Passos dados dentre infantes
Sob retas e raízes
E na soma de teus sinais
Me perco, me hipnotizo
Na hipotenuza de seu sorrizo
Que um espaço temporal
Faz questão de degradar
Corromper e dividir
Num binômio diferente
Da potência inesistente
Do amor do teu olhar
E um poder multiplicar
Cada reta que se siga
Dos teus passos sobrepostos
Nas tangentes dos espaços
Que fiz questão de quebrar
Circulando entre redes
Sobre ondas magnéticas
Quase que pairei no ar
Contudo não poder acordar
Desta cela que criei
E na escuridão viagei
Sem cerrar minhas janelas
Latentes de um desejo
Para que pudesses entrar...

Cáren Brum- 12.03.08/4h55min..

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